quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Não, não é pra comer.

No último dia 12 de abril, o Projeto 242 realizou uma ação de guerrilha na Praça da Sé, no centro da capital paulista, contra a exploração sexual infantil. Levaram 15 mil panfletos, que acabaram em cinco minutos. "Isso não vai fazer nenhuma diferença à sociedade, mas certamente impactou quem foi abordado", comemora Jota.

Durante a ação, um dos membros da Sexxxchurch, de 16 anos, foi abordado por um adulto, que, com a sutileza de um rinoceronte, perguntou: "O que vocês estão fazendo? Com isso a gente não vai mais poder comer as gostosas de 14 anos".


Tirado da Rolling Stones.

Um abraço.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Empenhe-se!




Empenhe-se em alcançá-la!
Busque a PAZ e empenhe-se em alcançá-la.
Esse é o grande bem.
A grande vitória não é ter razão.
A grande vitória é pacificar.
Jesus não disse: bem aventurados os que provam as suas razões, porque serão
chamados filhos de Deus,

Jesus disse: "Bem aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados
filhos de Deus.
Alguém tem que ceder quando ninguém cede.
O ideal é que todo mundo ceda, mas se ninguém cede,
Ceda!

Caio Fábio (em pregação)



[O Portal dos Invisíveis]



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Solidão pós-moderna

 
Solidão pós-moderna
Rubem Amorese

O século 21 é mutante. Isso não chega a ser novidade, se pensarmos que o homem sempre esteve, digamos, evoluindo. A ciência e a tecnologia estão aí, dando saltos imensos, em frentes que vão da microbiologia e seus transgênicos à busca do deslindamento da história do universo, através das lentes de poderosos telescópios.

Somos mutantes, porém, no sentido de que nossa humanidade se perde nessas mudanças. Elas são em número e velocidade acima de nossa capacidade de absorção. A alienação passa a ser um antiácido a ser ingerido juntamente com a salada de frutas de informação que temos que deglutir todo dia.

Nossa desumanização começa, por exemplo, quando abrimos mão da casa paterna para tentar a vida em uma outra cidade ou país — e nunca mais voltamos. Nossos pais ficam sem netos e nossos filhos, sem avós e tios. E nossa história, nossos valores, ideais, referenciais e heróis; nosso patrimônio simbólico, enfim, se perde na distância.

Longe da família e da igreja de origem, buscamos formar uma nova família. Uma família plasmada na correria da vida, na superficialidade, na sensualidade e na urgência oriunda de uma crescente carência afetiva. Tentamos reter na memória a nossa velha humanidade, mas já não nos sentimos à vontade abrindo o coração, falando do mundo interior, de sonhos, de ideais, de projetos de vida que, eventualmente, possam ser vividos a dois. "Ficamos" até onde for possível.

No ambiente de trabalho, as relações são cordiais o suficiente para esconder a luta encarniçada estabelecida pela competição: somente os mais adaptados sobrevivem. Os encontros, festas, almoços e jantares de negócio são o que resta dos laços cálidos e duradouros dos companheiros da infância.

Para sobreviver nesse ambiente hostil e exigente, pai e mãe precisam trabalhar. Para ser alguém, algo mais que simples "mão-de-obra", precisam de toda a energia disponível para tocar uma carreira de sucesso. Precisam vencer na vida. E essa vitória não comporta filhos. Pelo menos não do jeito antigo: filhos para ser amados em um convívio extenso e intenso. Agora eles são "curtidos" nos finais de semana em que não estejamos viajando a serviço. Durante a semana, terão uma boa educação numa creche ou numa escola de tempo integral. Desmamados cedo, eles aprendem a ser independentes.

Quando o divórcio vem (a carreira pode exigir), eles passam a viver ora com o pai, ora com a mãe — e com seus meio-irmãos, oriundos do novo casamento do pai e da mãe.

Não tenhamos pena desses nossos filhos. Eles se adaptarão. Sobreviverão e serão parecidos conosco. Não, serão melhores. Serão mais fortes e resistentes às distâncias, indiferenças e separações. Serão adaptados a um mundo onde não se olha para dentro, para a alma; aprenderão a ligar a televisão para não ouvir o silêncio; aprenderão a se ligar às pessoas sem chegar perto; aprenderão a confiar desconfiando e a não esperar misericórdia; aprenderão a fazer amor sem amar; aprenderão a viver no século 21. São mutantes.

Alguns deles, um dia, numa praça, numa esquina, ouvirão dizer que "Cristo salva". E pensarão: "não estou morrendo". Outros, no entanto, compreenderão que em Cristo lhes é possível uma nova e antiga humanidade — a humanidade original, na qual o colo do pai, da mãe, de tios e avós lhes é restaurado no mistério da igreja; no milagre da regeneração de seu próprio interior. Salvação. Nossos filhos mutantes, perdidos e órfãos ouvirão: "assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus" (Ef 2.19) — e crerão.




Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal. É autor de, entre outros, Icabode — da mente de Cristo à consicência moderna.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

NÃO MATE OS QUE VOCÊ AMA!...

A pior coisa que pode acontecer a uma amizade ou relacionamento... — é quando os amigos ou parceiros julgam que se conhecem mutuamente por completo; e, também, quando pensando assim, os anos se passam, e eles, por julgarem conhecer o outro, o congelam em um estado de imutabilidade...; e, desse modo, sem que se saiba o que outro quer..., já se o interpreta; ou quando não sabendo que algo nele mudou..., se o fixa por antecipação; ou quando amando o outro, se assume que nosso amor por ele é apesar dele, pois, não damos mais a ele o poder de nos surpreender..., apenas porque o tenhamos frisado numa bolha de amor fraterno ou relacional que já não o permita mudar aos nossos olhos.



É assim que as amizades vão morrendo e os casamentos vão ficando a mesma coisa...


Sim, pois a história impõe vícios interpretativos!...


A coisa boa de uma amizade é justamente a expectativa de mutabilidade para o bem...


Por isto, verdadeiros amigos sempre se encontram esperando o melhor como surpresa fraterna.


O mesmo se pode dizer do casamento...


Quando os cônjuges perdem a esperança e alegria na possibilidade de que o outro cresça e mude, então, inicia-se o processo de falência do amor...


Digo..., não do amor mesmo, que tudo sofre e segue adiante... — mas falo do amor conjugal, que se alimenta também da alegria pela existência do outro; e, mais que isto: sempre espera que o bem não cesse na vida dele...


Na realidade, se há um ambiente no qual mais do que em qualquer outro não se deve julgar para que não se seja julgado, esse tal ambiente é o da amizade e o do casamento.


Entretanto, é justamente em tais/mesmos/ambientes que menos se leva á serio tal recomendação de Jesus.


Sim, pois é aí, pela suposta segurança e indissolubilidade do vínculo, que mais se julga, se interpreta e se projeta sobre o outro aquilo que não necessariamente nele esteja presente ou sequer em processo de existência...


"Segurança relacional", seja pelo casamento ou pela amizade, não devem funcionar justamente para a realização do oposto: a ofensa, o julgamento, o sincericidismo, ou a impaciência que diz: "Já sei que tipo de coelho sai dessa mata..."


Todavia, é porque as pessoas se sentem "seguras", que ofendem, julgam ou pré-definem o outro; e, depois, não sabem por que ambos vão ficando cada vez mais distantes...


Todas as coisas sadias se alimentam de pequenas gentilezas...


Todas as coisas sadias, por mais intimas que sejam, guardam sempre um lugar para a parcimônia e o cuidado da não ofensa...


Todas as coisas sadias em um relacionamento se alimentam de cuidado e carinho...


Todas as coisas sadias em um vínculo..., demandam e dependem do evitar das gritarias e das histerias que ofendem sem capacidade para retirar a ofensa...


O que se precisa crer sempre é que o outro, seja o amigo ou o cônjuge, são seres com quem Deus também fala; por isto, muitas vezes, é melhor que a nossa naturalidade no trato persista na direção do outro, sempre crendo que não é a nossa voz a única que fala, posto que Deus também fale; especialmente quando abrimos mão da gritaria e entregamos a questão ao amor e à verdade de Deus.


O momento relacional mais difícil é aquele no qual um dos implicados ou mesmo ambos, julgam que já se tornaram tão amigos ou íntimos, que o relacionamento já se cimentou de um modo tão concreto que já não mais se quebre...


Aí reside grande engano... Pois, o amor não acaba, mas pode entrar em um processo de tanto sofrimento, que, em razão disso, perca a felicidade no se dar...


Cada um de nós deve pensar nisto; e, mais que isto: deve ver com quem se perdeu a delicadeza de manter a amizade ou a conjugalidade como coisa nova todos dias; dando sempre ao outro a chance de amanhecer melhor para nós, e nós para ele; assim como são as misericórdias de Deus todos os dias, renovando-se a cada manhã.


Nele, que assim manda que seja, até 70x7,


Caio


25 de maio de 2009
Lago Norte
Brasília
DF
http://www.caiofabio.com/
http://www.vemevetv.com.br/

domingo, 23 de agosto de 2009

E eu nem lembrava do tal botão do foda-se...

Jesus e o "foda-se"

Eu sei que não devo ficar ansioso por causa de nada e blábláblá. Sei também que os cuidados deste mundo não podem sufocar a minha fé. Mas será que Jesus teve que passar pelo mesmo sofrimento desnecessário que muitas vezes passamos? Este não é um rascunho de idéias sobre fé, mas sobre motivações.

Não acredito que a vida seja tão difícil quanto alguns afirmam. Na verdade tudo pode ser simples e até divertido às vezes. O problema geralmente está na abordagem que preferimos utilizar para definir o que devemos ou não priorizar. Por exemplo, sinto que embora meus valores continuem intactos, ao priorizar atividades moralmente corretas dentro da vida eclesiástica (do tipo "todo mundo faz assim"), acabo por sabotar a mim mesmo. Não é que não acredito no trabalho em si. O problema é um pouco diferente. Na ânsia de atender às cobranças efetuadas através de métodos de gestão empresarial, acabamos por dar um tiro no pé de tanta preocupação em cumprir prazos, preencher planilhas, organizar agenda, fazer lista de tarefas, responder e-mails, participar de reuniões e principalmente prestar contas formalmente. E não tem jeito. Ou você se enquadra, ou dança.

Aí fico pensando na atitude de Jesus ao criticar todo o sistema. Parece que não preocupou-se tanto com a carreira rabínica e com a eficácia de "transformar" as coisas de dentro pra fora. Ele simplesmente apertou o botão do "foda-se", disse o que precisava ser dito e fez o que precisava ser feito. Virou as costas pra "unidade", mesmo tendo afirmado que, embora as práticas tornaram-se nulas, o ensino farisaico ainda estava correto.

Imagine um homem que tem grandes inimigos em potencial, capazes de lhe causar muitas dores. Para prevenir-se contra todo sofrimento, julgou ser prudente traze-los para perto de si, em seu círculo de relacionamento. Através de uma amizade sincera, evitaria com que as ações destas pessoas pudessem se tornar destrutivas a ponto de atingí-lo. Teoricamente a intenção está absolutamente correta. Mas não seria esta atitude mais uma maneira intencional de exercer controle sobre as situações?

Ainda tento entender como é possível conviver com esta dualidade de possuírmos um espírito livre e ao mesmo tempo sermos escravos uns dos outros. Às vezes penso que a expressão "escravos uns dos outros" na verdade seja uma metáfora para fugirmos de toda forma de controle e ao mesmo tempo nos submetermos a todos os que não tentem nos controlar. O difícil é discernir a verdadeira sinceridade.

Enquanto as coisas não se esclarecem, vou criar uma listinha de 10 coisas importantes a se fazer para sobreviver:

  1. Concentre-se em Deus. Ele é mais importante que as pessoas.
  2. Preocupe-se com as pessoas. Elas são mais importantes que as instituições.
  3. Preocupe-se com si mesmo. Se não estiver bem, não vai prestar pra nada.
  4. Insista em amar as pessoas verdadeiramente. Isto é um exercício mais difícil que musculação.
  5. Converse com as pessoas que não esperam sua atenção. Principalmente os invisíveis (tipo mendigos).
  6. Divida tudo. Sem excessões. Dê 50 reais pro vigia do carro. Chame alguém na rua para lanchar.
  7. Desista de ter resposta para todas as perguntas. Entenda a importância de dizer "não sei".
  8. Beba devagar. Sinta sua vida medíocre em cada gole.
  9. Seja grato.
  10. Aprenda a andar com o botão do "foda-se" apertado. Às vezes funciona bem.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eu quero paz!

Meu pai chama agosto de "mês do desgosto". Não concordo com isso, é claro... ainda mais porque em agosto, comemoramos na minha casa o aniversário de duas das mais importantes pessoas da minha vida: minha esposa e meu filho mais velho - parabéns aos dois.

Mas em 4 de gosto, um chinês se irrita com mulher 'ranzinza' e pulou do navio em que viajavam. Esse doido, do alto de seus 45 anos, pulou de um navio em movimento porque não aguentava mais aquele fardo arrastando a vida dele pelo ralo.... eu tenho pena só de pensar.

Se ele conhecesse Salomão, o autor do livro de Provérbios, na Bíblia, ele já saberia que:

Provérbios 21:9É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta.
Provérbios 21:19É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça.
Provérbios 25:24Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla.
Provérbios 27:15O gotejar contínuo em dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são semelhantes;

Segundo a reportagem, uma de suas últimas palavras antes de saltar foram "Eu quero paz". Ele não sabia que a paz, não vem do rio, mas do que anda sobre as águas... ele disse:

João 14:27 Eu lhes deixo a paz, a minha paz lhes dou; não dou como o mundo. Não tenham medo nem fiquem aflitos.

No livro do pregador (Eclesiastes), o mesmo Salomão diz, no capítulo quatro:
9 Melhor é dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.
10 Porque se umserem cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
11 Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?
12 E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.


Esposas são prêmios, são fortuna, são fantásticas. Mas não fazem mágica. Não dão paz, podem dar consolo, mas paz é algo além - o mesmo vale para nós maridos.

E como anda dizendo por aí o Samuel (Rosa):

E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace

Quando eu estiver louco, subitamente se afaste

Quando eu estiver fogo, suavemente se encaixe

E quando eu estiver bobo, sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto, suplico que não me mate dentro de ti.


Um abraço, parabéns amor.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Atrofia cerebral

John Mayer diz que Twitter está arruinando suas letras

Músico promete se afastar da rede social para compor

john mayer

Um dos artistas mais ativos do Twitter,

John Mayer

usou a rede social para reclamar dela mesma.

O músico, que está trabalhando no seu próximo álbum, admitiu que o uso excessivo do Twitter está atrapalhando seu processo criativo.

"Sofrendo de atrofia cerebral. Desde que comecei a me comunicar através de mensagens curtas, comecei a escrever letras do mesmo jeito", declarou o músico, que anunciou ainda que pretende diminuir o ritmo das postagens no site: "Isso está assassinando a minha escrita. Vou me desligar um pouco nas próximas semanas", contou.

Viciado

Não é a primeira vez que o músico tem problemas com o Twitter. Sua ex-namorada, a atriz Jennifer Aniston, teria ficado enfurecida porque o músico alegava estar muito ocupado com o trabalho e por isso não telefonava para ela, mas mantinha sua página no Twitter atualizada constantemente.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Adeus, igreja?

Juro que já tentei responder esta pergunta em grande amor, mas sinceramente, não quis. Se um dia responder, vou responder com uma pedra numa mão, eu acho... então, por enquanto, não respondo.

Achei o livro numa loja BR (do posto de gasolina), ma não tive coragem de comprar (não por medo ou dor, mas por zura mesmo).

De qualquer forma, para fazer o Thiago responder o assunto com brandura, deve ser bom mesmo.


Adeus, igreja?

Posted: 03 Jul 2009 02:56 PM PDT


[...] Não há nada que o Pai deseje mais do que nos ver cair diretamente no colo do Seu amor e de lá nunca mais sair. O plano de Deus, desde a Criação, foi pensado para trazer as pessoas à relação de amor que o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm compartilhado ao longo da eternidade. Ele não deseja nada mais além disso! Você sabe que Deus não é um ser imponente e distante que enviou seu Filho com uma lista de regras a obedecer e rituais a praticar. A missão de Jesus era nos convidar para o amor, para a relação com Deus Pai descrita por ele. Mas o que fizemos? Transformamos a mensagem fundamental de amor em uma instituição, em poder, em trabalho, em culpa, em conformismo e manipulação. Tudo isso soterrou o verdadeiro amor. Em Éfeso, a Igreja estava formando falsos professores. Na Galácia, conseguiu que todos observassem práticas do Antigo Testamento. Atualmente vem convencendo as pessoas a cooperarem com seus programas, sem perceber quanto essas práticas as distanciam da vida com Deus. É mais fácil perceber o problema quando se trata da circuncisão em Éfeso do que quando se trata de ir á missa aos domingos. Mas ambas as práticas podem levar à mesma coisa: crentes entediados e desiludidos, repetindo gestos e rituais vazios da vida com o Pai. [...]

[...] Quando você chega à conclusão de que a rotina que o consome não contribui substancialmente para o seu desejo de conhecer melhor a Deus, algumas coisas incríveis podem ocorrer. Aguentar o mesmo programa, semana após semana, é duro. Você não está cansado de se ver, ano após ano, caindo nas mesmas tentações, rezando as mesmas orações não atendidas e não vendo provas de que está reconhecendo a voz de Deus com uma clareza crescente?

- Estou cansado, sim. - Eu mesmo fiquei surpreso com a rapidez com que a resposta me saltou dos lábios e com a frustração que acompanhou as palavras. - Então por que todos nós fazemos isso?

- Essa resposta, Jake, vai fazer você se conhecer melhor. Por enquanto, seja honesto em relação ao seu tédio e à sua desilusão. E tenha a certeza de que o Pai nunca desistiu do desejo de compartilhar da amizade que você experimentou aos 13 anos.


Excerto de uma conversa trava entre Jake Colsen e João, no livro "Por que você não quer mais ir à igreja?" (negritados por minha conta)

Estou realmente me deliciando com a leitura. É profunda e sensível ao expor experiências eclesiais que muitas vezes reprimimos ou abafamos em nome de uma espiritualidade forçada, de uma comunidade forjada e de um sistema destrutivo.

Saibam mais sobre visitando o hotblog do livro; clique aqui!

Um abraço.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Deus da Beleza

O Deus da Beleza PDF Imprimir E-mail
http://www.cristianismocriativo.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=360&Itemid=31
28 de maio de 2009

Imagepor Gerson Borges

Depois do debate suscitado pelo meu último texto aqui no Portal, volto a refletir e conversar sobre o sentido da beleza na arte. Ganhei de um amigo, ator e designer, estudante de Filosofia, Bruno de Assis, uma preciosidade, " O Deus da Beleza: a educação através da beleza", de Claudio Pastro (Paulinas).

Para quem ainda não teve o privilégio de conhecer esse fantástico artista plástico cristão, devo dizer que Claudio dedica-se a construir igrejas e capelas no Brasil e exterior há quase meio século. Seus muitos afrescos, mosaicos, painéis revelam uma espiritualidade profunda e um sensibilidade artística apurada, alicerçada numa visível e esplêndida formação teórica e técnica. Claudio sabe o que faz e faz o que sabe.

Eu sei que uma das bandeiras do Cristianismo Criativo (e minhas!), um estandarte mesmo, um lema de engajamento, é uma arte para fora das igrejas. Faço um movimento contrário nesse meu texto para dizer que, de vez em quando, surge alguém tão bom, tão bom na arte sacra, arte de culto, arte religiosa per se que desperta a atenção dos artistas, críticos e público a-religioso. Isso é muito bom. Arte é forma. E, como dizia Walter Benjamim, " A forma do conteúdo é o conteúdo da forma".


Cito, finalmente, algumas idéias maravilhosas e pertubadoras que resultaram da minha leitura apaixonada do seu livro:

"Mas o que é mesmo Beleza?

E se houver mesmo na Beleza uma promessa de felicidade (Stendhal)
E se a crise da Beleza for a crise do Humano?
E se o que chamam de Beleza for mentira do Mercado?
E se o Feio for o Belo e o Belo for o Feio?
E se a Beleza for a purificação do Supérfluo?
E se a Beleza for expressão do Amor e da Verdade?
E se a Cultura da Beleza perder para a Cultura do Kitsch?
E se Beleza nos encher os olhos d'água (Adélia Prado)?
E se Beleza for a terrível luta entre Deus e o Diabo (Dimitri Karamazov, em O idiota, de Dostoiévski)
E se o Diabo também se vestir de Beleza (Gogol)?
E se a Beleza for a última palavra que a inteligência humana pensar em pronunciar? (Hans Urs von Balthasar)
E se a Beleza for o fim de todas as coisas? (Dito Barsotti)
E se a Beleza for o mais esquecido dos direitos dos homens?
E se a Beleza for o que salvará o mundo? (Dimitri Karamazov, em O idiota, de Dostoiévski)
E se a Beleza for consequência da verdade? (Heidegger)
E se a Beleza for a expressão visível do Bem? (João Paulo II, Carta aos Artistas)
E se a Beleza nos educar por inteiro?
E se a Beleza for a Verdade e a Verdade for a Beleza?
E se a Beleza for um dos nomes de Deus? (Dionísio, o Aeropagita)"

Gerson Borges é um artista em formação, assim como nas outras dimensões da sua vida,
apesar dos seus quase 40 anos de vida. É cantor, compositor, educador, poeta e pastor.

terça-feira, 21 de julho de 2009

E nós?

22/05/09 - 15h56 - Atualizado em 22/05/09 - 16h02

Feministas protestam contra o turismo sexual na Ucrânia

Ativistas com pouca roupa manifestaram-se em praça no centro de Kiev.
Com o lema 'A Ucrânia não é um bordel', elas pediram ação do governo.

Do G1, com agências internacionais


Foto: AP

Ativistas do grupo feminista ucraniano Femen fazem ato nesta sexta-feira (22) na Praça da Independência, no centro de Kiev, contra a exploração do sexo no país. (Foto: AP)

Foto: AFP

O tema da manifestação era 'A Ucrânia não é um bordel'. Vestindo roupas mínimas, os manifestantes pediram ao governo de combata de fato o turismo sexual no país. (Foto: AFP)

E nós? Bem, leia aqui.

Um abraço.